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Nothing to say, yet
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A tarde cinza de domingo e o passeio no boulevard sentido antigo e teatro. Tem um bosque aqui, já escuto do arvoredo, e o teiro canta homĂłgrafo ao pequeno espaço. Cedros e pesos a nĂŁo entrada e a lameda, a trilha sinuosa levam nos chafariz. De lá me cantam folgazinho olhos de águia, mas eu duvido ser verdade o que lhe diz. Irreverente, eloquente, irresistĂvel. SĂł que o rio sempre me inspira essa vendeta, seja pra mim que a outra seja outro sentido de olhar pra cima e procurar o cagoeta. Vendido entra, ele repete a mesma frase, a mesma frase, nunca a mesma entonação. Pra seu sonho custa sĂł alma, arte, ficar bem perto e escutar todo sermĂŁo. O bicho mede um palme, tem bom colorido, seu alarido denuncia o paradeiro, mas vai saber de qual altura do pinheiro vai encontrar papo amarelo imperfluĂvel. Por fim do sempre a fonte esguichei na beirada, molho as garrinhas, corto o pelo e o nariz. Ao ver-lhe canta outra parte da charada, sou feliz, sou feliz, sou feliz. Segura o passo, junto o galho, folha seca, pegada pela um banco da gente inteira. Ele acompanha e nĂŁo parece perturbado. Perguntou-lhe o que foi, ele respondeu, um sol de espaço. De cada lado um olho em par, outro em quadrante. O foco Ă© feito a terem certo no sobrevoo, mas o tempo tem a mim e a o estrangeiro. Em cada mĂŁo, mas no verbo Ă© o que se sente. Quando eu me aproximo, a ave muda seu compasso. No mesme meio ela se irrita e se assusta. EntĂŁo deslizo, fico doce, arranca a perna. Tirei o meu cuidado e certo, o salto sai de cena. Para narrar o decorrer de seu assalto, isto Ă©, igual de sua sobrancelha, mas para manter o som que fez em seu traçado, bem que se deveria ter menos problemas. Distante a penda na calçada, cativara. Num sĂł suspiro foi buscar o que existia. Garras em rixo, um encontro violento. NĂŁo foi serguer antes a pedra, um chĂŁo de vento. Tirou da terra, foi servir lá na aralcária. E sĂł entĂŁo caiu a pena que arrancara. Por todo bosque ecoa agora o grande feito. O papo brinda e tambĂ©m rima o corpo inteiro. É o tom do herĂłi em seu devido dialeto. Ouço de novo tudo que já vi de perto. Cuidando bem a nota e tento traduzir. Será que cabe alguma vĂrgula ali? Será que volta a fonte e deixa ver direito no salto? Me desvendo outro soneto. Dentre o mistĂ©rio, o papo e a pena sĂŁo as asas. Seu desejo, seu sentido, suas camadas. Duas verdades, mas nenhuma em si contida. SĂł no contraste cai o vĂ©u e pisca a vida. Mais espantoso do bailar destes encontros. Ter o que a besta já conhece desde o ovo. Mas basta um instante distraĂdo e quem diria? Tem adiante o autor da cantoria. Colo no banco, limpo as garras. E nos olhamos. Como Ă© o grande adante que nĂłs somos? Eu morro um dedo e lhe pergunto, como? Se assim se subentendi, tambĂ©m ao homo? Comparsa d'água, com pulmões e coração. Estrei queimando sempre nova digestĂŁo. Dodendo, a massa arrasta o velho mostro. Mas a energia se gasta pulso por pulso. O sol dos pĂ©s se faz um pepço contĂnuo. Aves e pálpebra cantam sempre um novo hino. Os raios solteiros nĂŁo nos deixam ir Ă toa. Agora em hora vĂŁo nos trĂŞs fios de cabelo. Mas cresce muito lento para percebĂŞ-lo. A manufatura repetindo-se a vizinha. Os dedos marcam passo a passo da pontinha. Faz uma risada no pentala do gargalo que os caixas da terra tem embalo. Mas outro dia, outro modo. O meu irmĂŁo tambĂ©m oscila no nosso afeto e comunhĂŁo. Quando se ama, ficar deitado sĂł Ă© bom quando se ama. Enquanto os sinos batem vibra a nossa vida. Para o ciclo pode ser mais uma vida. A matelada Ă© prĂłpria busca por sentido. Todas as neurais repetem sempre o que Ă© sabido. E Ă© sĂł o desejo de seguir ou ir embora. Qual o soluço de quem ri ou de quem chora. NĂŁo era o sapo. Por que nĂŁo parar agora? Os meus olhos vazios e desgastados. Uns suborvidos de lado a outro. E sou... nĂŁo sei se sinto me atrevido ou atrasado. Percebo a água que caia em uma pessoa. No carafonte tenho em mente um passarinho. Mas uma expectativa a outra Ă© o cenário. O lago brinca um casalzinho de canários. Meu companheiro vem te ver seguir o caminho. Qual raio frio meu coração. Qual raio frio me toma instinto e segundo. Estou de pĂ© e dou sentido ao meu solado. Sei que sĂł sonho fica do que vejo e sinto. Mas mal tristonho Ă© que nĂŁo temo estar parado. De banco a frente o moço olha de seus laios. Passando ergo de uma cena desmedida. Ele sorri tambĂ©m balança seu mĂłvel. O que escolhe quando vĂŞ sorrir por esse espelho. Bem vou seguir quem mais quiser. Seja bem vindo. Já bem te vi e eu cantamos a jornada. O eterno ciclo enxerga quem fica assistindo. Mas tudo muda quando gira a nossa entrada. Obrigado por assistir.